Ministro detalha impacto de R$ 110 bilhões com reajuste do salário mínimo e isenção de imposto

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Impulso econômico com reajuste do salário mínimo e ampliação da isenção do imposto de renda trará R$ 110 bilhões

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, detalhou nesta quarta-feira (7/1) o significativo estímulo econômico esperado a partir das políticas de valorização do salário mínimo e da isenção do Imposto de Renda.

A projeção é de uma injeção de R$ 110 bilhões na economia brasileira ao longo de 2026, com impactos diretos já perceptíveis nos contracheques de fevereiro. Esse cenário de maior renda disponível para os trabalhadores pode impulsionar diversas áreas, incluindo o mercado de trabalho, com oportunidades como as 1.104 vagas em 98 profissões ofertadas pela Funsat.

Desde 1º de janeiro, o novo salário mínimo estabelecido em R$ 1.621 representa um reajuste de 6,7% em comparação com os R$ 1.518 de 2025. Luiz Marinho ressaltou que somente a elevação do salário mínimo deve adicionar mais de R$ 80 bilhões à economia do país. Ele enfatizou que a política de valorização, implementada a partir de 2023, considera a inflação acumulada nos 12 meses anteriores e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo ano anterior ao vigente.

Reajuste do salário mínimo

O ministro Marinho destacou a importância histórica dessa metodologia, afirmando que, sem as ações de valorização do salário mínimo adotadas desde o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o valor atual seria drasticamente menor.

“Se olharmos lá em 2003, no primeiro mandato do presidente Lula, até então tinha uma dinâmica de correção dos salários mínimos que era simplesmente pela inflação com eventuais arredondamentos. Não fosse a política de valorização criada pelo presidente Lula lá no seu primeiro mandato, seguido no segundo, seguido pela presidenta Dilma [Rousseff], e interrompida em 2017 até o final de 2022, o salário mínimo valeria hoje a ordem de R$ 823, metade do que vale o salário mínimo hoje. Portanto, é uma política de valorização muito eficiente. É o dobro do que seria se não houvesse o governo do presidente Lula. A renda dos trabalhadores tem crescido durante os nossos governos”

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Paralelamente ao reajuste do salário mínimo, a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais é outra medida crucial, beneficiando diretamente 10 milhões de brasileiros. Além disso, aqueles com rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil terão uma redução na carga tributária em relação a 2025, um benefício que alcança cerca de 16 milhões de pessoas.

A soma desses fatores, conforme Marinho, cria uma perspectiva otimista para o ano corrente. “Quando me perguntam o que eu acho da economia para este ano, acho que vai ser de novo um bom ano, porque nós começamos em janeiro com o crescimento da renda, especialmente dos menores salários”, afirmou o ministro. “Você tem o salário mínimo e tem a isenção do Imposto de Renda. A soma dos dois injetará no ano R$ 110 bilhões na economia brasileira. Portanto, acredito que será bom de novo para a economia e para o emprego”.

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Os trabalhadores começarão a sentir o impacto positivo nos contracheques referentes a janeiro, que serão pagos em fevereiro. O ministro Luiz Marinho enfatiza que, para os que ganham até R$ 5 mil, a percepção será de um aumento real de salário.

Marinho concluiu que o dinheiro extra poderá ser direcionado para diversas necessidades, impulsionando o consumo e a economia:

“Você pega o holerite (contracheque) de janeiro e compara com o holerite de dezembro ou de novembro. Você vai ter uma surpresa, como se fosse um grande aumento de salário real. Vai sobrar dinheiro para você investir nas suas necessidades, fazer uma poupança para fazer uma viagem, para investir na educação ou para investir na troca do seu veículo, da sua geladeira ou do seu freezer, fazendo a economia girar”

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