Mato Grosso do Sul registra saldo de 16,3 mil empregos formais em 12 meses

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O estado mantém trajetória de crescimento no mercado de trabalho, superando a marca de 700 mil vínculos ativos, impulsionado por grandes investimentos e políticas de qualificação.

Mato Grosso do Sul acumulou um saldo positivo de 16.368 empregos formais no período de 12 meses, abrangendo dezembro de 2024 a novembro de 2025. Os dados são provenientes do Painel de Informações do Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, e foram analisados pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

Em novembro de 2025, o estoque total de empregos formais no estado atingiu 701.179 postos de trabalho. Os indicadores anuais refletem um desempenho significativamente mais favorável em comparação com o ano anterior, com o saldo de empregos registrando um crescimento de 309,13%, e o estoque total de vínculos formais aumentando 2,39%.

Apesar de um ajuste registrado no mês de novembro, o mercado de trabalho sul-mato-grossense demonstra solidez e mantém uma trajetória consistente de geração de empregos. Esaú Aguiar, secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho da Semadesc, reforçou que a economia estadual segue em ritmo acelerado.

“Os números do Caged de novembro mostram a força do mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul. Mesmo com um ajuste no mês, nosso Estado tem um saldo de mais de 16 mil empregos nos últimos 12 meses. Isso demonstra que a economia segue aquecida, com mais de 701 mil empregos ativos, resultado direto dos investimentos do Governo em qualificação profissional e na atração de novos negócios, ampliando as oportunidades de emprego e renda para a população”.

O cenário de estabilidade no mercado de trabalho formal é reforçado pela baixa taxa de desemprego e pela rotatividade observada, que se mantém em torno de 33,09% nos últimos 12 meses. O secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc, avaliou a importância da qualificação profissional para sustentar o crescimento.

“Mato Grosso do Sul possui atualmente a quarta menor taxa de desemprego do país e que a rotatividade observada é característica de um mercado ainda aquecido, impulsionado pela instalação de grandes empreendimentos no Estado. Daí a importância de políticas públicas como o MS Qualifica, que ampliam a formação e a qualificação da mão de obra, contribuindo para sustentar o crescimento econômico e a geração de empregos de forma contínua”.

Na análise setorial referente apenas a novembro, o Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas liderou a criação de vagas, com um saldo positivo de 695 postos. Em seguida, o setor da Construção também contribuiu com um saldo de 31 empregos formais. Em contrapartida, a Indústria e a Agricultura apresentaram os piores resultados no mês, ambos registrando um saldo negativo de 614 vagas cada.

Dourados e Inocência registram maiores saldos positivos no mês

No recorte municipal, os resultados em novembro foram polarizados. Dourados registrou o maior saldo positivo de contratações, com 189 vagas, seguido por Inocência, que gerou 172 postos. Campo Grande, a capital, ficou em terceiro lugar, com 123 vagas, enquanto São Gabriel do Oeste somou 101 e Bonito, 67.

Em sentido oposto, cinco municípios registraram os maiores saldos negativos de empregos. Nioaque apresentou a maior perda, com 361 vagas a menos. Chapadão do Sul teve redução de 173 postos, seguido por Sidrolândia (145), Ribas do Rio Pardo (141) e Naviraí (121 empregos a menos).

Em relação aos dados demográficos de novembro, o saldo de empregos foi negativo entre os homens, com uma redução de 1.555 postos de trabalho. Já as mulheres apresentaram um saldo positivo, com a criação de 614 vagas formais no período.

Quanto ao grau de instrução dos trabalhadores contratados, o Ensino Médio Completo concentrou o melhor desempenho, com um saldo positivo de 133 empregos. Todas as demais escolaridades registraram saldo negativo, com destaque para o Ensino Fundamental Completo, que perdeu 451 vagas, e o Ensino Fundamental Incompleto, com redução de 310 postos.

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