CNBB é solidária à Igreja na Venezuela após ataque que prendeu Maduro

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De acordo com informações divulgadas nas redes sociais, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil enviou uma carta à presidência da Conferência Episcopal Venezuelana em resposta ao contexto de violência gerado por um ataque militar conduzido pelos Estados Unidos, que incluiu diversas explosões em bairros de Caracas e resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, levados para Nova York.

A CNBB descreveu o cenário venezuelano como um momento marcado por tensões, sofrimentos e incertezas e declarou sua proximidade com as populações afetadas.

“Unimo-nos espiritualmente às vossas orações e iniciativas pastorais, expressando nossa solidariedade às vítimas da violência, aos feridos e às famílias enlutadas.”

No comunicado, a entidade reafirma a importância de posturas pastorais que acompanhem a população em sofrimento e de iniciativas que promovam a reconstrução da convivência social.

“Como pastores da Igreja na América Latina, partilhamos a dor do povo que sofre e renovamos nossa esperança na força do Evangelho da paz desarmada e desarmante”

A carta também aponta que o diálogo sincero, a justiça e o respeito à dignidade da pessoa humana e à soberania das nações constituem o caminho capaz de promover o bem comum, fortalecer a democracia e construir uma convivência social marcada pela reconciliação e pela paz duradoura, conforme o texto divulgado.

Ao finalizar a mensagem, a CNBB invoca proteção e orientação espiritual para a missão e para o povo do país vizinho.

“Que o Espírito Santo continue a sustentar a missão profética da Igreja na Venezuela, concedendo serenidade, sabedoria e fortaleza a todos e conduzindo o povo venezuelano pelos caminhos da unidade e da esperança.”

O ataque em Caracas ocorreu no último sábado (3) e foi acompanhado por relatos de múltiplas explosões em bairros da capital. De acordo com relatos sobre o episódio, forças de elite norte-americanas executaram a operação e transportaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa para Nova York.

A ação foi apontada como um novo episódio de intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina, sendo a última operação comparável a invasões anteriores ocorridas em 1989 no Panamá quando militares sequestraram o então presidente Manuel Noriega.

Os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano identificado como De Los Soles, sem apresentação de provas, e especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

O governo de Donald Trump oferecia recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Críticos classificam a operação também como medida geopolítica destinada a afastar a Venezuela de parceiros globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, e a ampliar controle sobre as reservas petrolíferas do país, que possui as maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

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