Capacitação em Campo Grande aprimora a Vigilância de Arboviroses Zoonóticas

news 154567 1766413828

Com foco na Saúde Única, treinamento integra 35 profissionais de diversas áreas para fortalecer a detecção precoce de arboviroses e otimizar a resposta do SUS.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde, concluiu o Treinamento em Vigilância de Arboviroses Zoonóticas aplicado à Vigilância Animal. O evento, realizado em Campo Grande, na Escola Técnica do SUS (ETSUS), entre os dias 16 e 19 de dezembro, teve como principal meta fortalecer a vigilância, a capacidade de detecção precoce e a prontidão de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) diante de riscos epidemiológicos.

A iniciativa foi promovida em parceria com o Ministério da Saúde e com a Plataforma Institucional de Biodiversidade e Saúde Silvestre da Fundação Oswaldo Cruz (Pibss/Fiocruz). A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho, explicou que o treinamento faz parte da estratégia estadual para intensificar as ações preventivas frente a doenças emergentes e reemergentes.

“Capacitar as equipes é fundamental para garantir uma resposta mais ágil e integrada aos eventos de saúde pública. A vigilância precisa estar preparada para identificar precocemente os riscos e atuar de forma coordenada, protegendo a população e o meio ambiente”, ressaltou Larissa Castilho.

O treinamento foi planejado para formar multiplicadores e reuniu aproximadamente 35 gestores e técnicos. Os participantes eram oriundos das áreas de vigilância epidemiológica, entomológica, arboviroses e zoonoses, além de representantes de instituições estratégicas para a segurança pública e ambiental. Estiveram presentes profissionais da Defesa Civil, da Polícia Militar Ambiental, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande, plantonistas do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), e coordenadorias estaduais como a de Controle de Vetores, Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica, e Saúde Única.

Saúde Única como Eixo Estratégico na Prevenção

A programação, que durou quatro dias, combinou atividades teóricas e práticas, dedicando especial atenção à vigilância de arboviroses zoonóticas, incluindo Febre Amarela, Febre do Nilo Ocidental e Febre do Oropouche, além de outras zoonoses relevantes. Para a coordenadora de Saúde Única da SES, Danila Frias, a capacitação reforça o conceito de Saúde Única como um pilar essencial da vigilância.

“A integração entre saúde humana, animal e ambiental é fundamental para compreender como as doenças se comportam no território. Quando esses três componentes são analisados de forma conjunta, conseguimos antecipar riscos, qualificar a vigilância e tornar as ações de prevenção e resposta mais eficazes para a proteção da população”, pontuou Danila Frias.

A gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, enfatizou que as doenças abordadas exigem monitoramento contínuo. Ela destacou que ter profissionais qualificados para a investigação e a ação oportuna é crucial para diminuir o risco de transmissão à população.

Aprimoramento Técnico e Análise de Risco

Um dos pontos altos da capacitação foi o uso prático da plataforma SISS-Geo, uma ferramenta estratégica que auxilia no monitoramento, na análise de risco e na tomada de decisão dentro da vigilância. O coordenador de Controle de Vetores da SES, Mauro Lúcio Rosário, salientou a importância do alinhamento técnico entre as vigilâncias animal, entomológica e ambiental.

“O controle vetorial é uma etapa essencial na prevenção das arboviroses. Quando trabalhamos de forma integrada, com informação qualificada e análise de risco, conseguimos direcionar melhor as ações e otimizar os recursos no território”, explicou Mauro Lúcio Rosário.

A formação de multiplicadores estaduais foi um resultado direto da iniciativa, contribuindo para aprimorar a qualidade e a oportunidade das informações coletadas. Conforme a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SES, Danielle Tebet, ao qualificar os profissionais da linha de frente, a capacidade de detectar precocemente casos e investigar eventos suspeitos é fortalecida, permitindo a adoção de medidas oportunas que evitam a disseminação das doenças.

“Ao qualificar os profissionais que atuam na linha de frente, fortalecemos a capacidade de detectar precocemente os casos, investigar eventos suspeitos e adotar medidas oportunas, evitando a disseminação das doenças”, destacou Danielle Tebet.

A ação conjunta reforça, assim, a integração entre saúde humana, animal e ambiental, fortalecendo as estratégias de prevenção, controle e resposta a eventos de relevância para a saúde pública e ambiental em Mato Grosso do Sul.

PUBLICIDADE


andorinha

Veja também