Padilha afirma vacinação avança e medidas contra desinformação seguem
O Ministério da Saúde registra avanço na cobertura das 16 vacinas do calendário obrigatório desde 2023, mas ressalta que a propagação de informações falsas segue como um obstáculo central à ampliação da imunização em todo o país.
O ministro participou do Programa Bom Dia, Ministro, exibido no CanalGov na manhã desta segunda-feira (15) e detalhou medidas administrativas e jurídicas em curso para enfrentar a desinformação.
“Se tem uma coisa que mais afeta o dia a dia dos profissionais de saúde, a vida das famílias brasileiras na área da saúde é o negacionismo. São pessoas espalhando mentiras e, infelizmente, até ganhando dinheiro com isso”
Conforme explicou Padilha, o Ministério da Saúde tem atuado em conjunto com a Advocacia-Geral da União em ações judiciais que miram a divulgação de notícias falsas, incluindo casos que envolvem médicos e a comercialização de cursos contrários à vacinação.
“Estamos vencendo essa batalha, mas ela não está ganha ainda”
As declarações do ministro vieram acompanhadas de dados sobre casos recentes de sarampo no país e do cenário epidemiológico que sustenta as ações de vigilância. No último sábado (13) o estado de São Paulo registrou o segundo caso do ano em um homem não vacinado que havia viajado para fora do país.
Todos os demais 36 registros da doença este ano também tiveram origem no exterior, o que mantém o Brasil sem circulação interna do vírus e com o certificado de país livre da doença em vigor.
O ministério frisa que a situação atual deixa para trás o quadro que levou à perda da certificação em 2019, quando foram notificados 21,7 mil casos de sarampo no país.
Em relação às metas de cobertura, Padilha informou que 2025 deverá encerrar com índices superiores aos de 2024, ano em que o Ministério da Saúde contabilizou um crescimento de 180% no número de municípios que alcançaram a meta de 95% de imunização do calendário essencial.
Além das vacinas do cronograma obrigatório, o ministro tratou do início da imunização contra a dengue para profissionais de saúde, após o registro do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária no último dia 8.
“Final de janeiro a gente inicia e continua ao longo de todo o fevereiro e março. Isso é importante, porque quando chega o período mais crítico da dengue você já tem esses profissionais mais protegidos”
O Ministério da Saúde informou que a vacinação contra a dengue para trabalhadores da saúde deverá começar até o final de janeiro de 2026 e prosseguir nos meses seguintes, período em que a proteção desses profissionais é considerada estratégica.
No mesmo período de lançamento haverá ações de aceleração em Botucatu, no interior de São Paulo, e em Maranguape, no Ceará, para dar início ao plano nacional de imunização assim que a produção for escalonada para atender a população como um todo.
Pesquisadores citados pelo ministério avaliam que a imunização de cerca de 40% da população de uma cidade pode contribuir para o controle local da dengue, razão pela qual as ações piloto e a ampliação gradual da oferta são elementos centrais da estratégia oficial.

