Árvores típicas de Israel são destinadas a universidade de MS após apreensão
A Receita Federal apreendeu um carregamento de oliveiras centenárias que entraram no país sem a autorização exigida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, e as árvores serão destinadas à Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (16), com plantio previsto somente após a conclusão dos trâmites legais.
A universidade informou que utilizará as plantas em projetos de paisagismo, atividades de pesquisa, ações de extensão e iniciativas de educação ambiental, integrando os exemplares ao ensino e às atividades práticas voltadas à comunidade acadêmica e ao entorno.
O episódio teve início quando servidores da Receita Federal notaram um caminhoneiro em negociação com uma pessoa em uma caminhonete com placas argentinas em um posto de combustíveis, observação que motivou o acompanhamento do veículo. O caminhão entrou em uma pedreira desativada na linha de fronteira, onde permaneceu durante a tarde, situação que levou a equipe a acionar o Batalhão de Polícia de Fronteira para apoio na abordagem.
Próximo à meia-noite as forças de segurança interceptaram o caminhão no trevo de acesso a Santo Antônio do Sudoeste no Paraná e, durante a fiscalização, confirmou-se que a carga era composta por oliveiras cuja importação exige autorização prévia do Mapa. O motorista apresentou uma nota fiscal com indícios de irregularidade que apontava saída da região metropolitana de Porto Alegre e destino à região metropolitana de Belo Horizonte.

Conforme a Receita Federal, a ausência de autorização e de controles adequados pode representar risco ao meio ambiente e à agricultura por possibilitar a entrada de pragas e doenças, motivo pelo qual a importação de plantas e mudas segue regras sanitárias e fitossanitárias específicas.
O valor das oliveiras apreendidas foi estimado pela Receita até cerca de R$ 100 mil por exemplar no mercado brasileiro, variando conforme idade, porte, formato, procedência e custos de transporte e plantio. A estimativa total da apreensão, incluindo o caminhão, é de aproximadamente R$ 800 mil.
Há registros de exemplares com cerca de 150 anos comercializados entre R$ 35 mil e R$ 55 mil, enquanto oliveiras com mais de 60 anos podem custar em torno de R$ 3 mil, valores que não incluem o frete.
As autoridades responsáveis pelos procedimentos administrativos seguem com os trâmites legais necessários antes da transferência formal das árvores para a UEMS e do posterior plantio, que só ocorrerá após a regularização documental e sanitária exigida pela legislação vigente.
