SAF do Botafogo recorre e contesta obrigação de avisar vendas de ativos

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SAF do Botafogo afirma em petição que o associativo é sócio minoritário, que mantém assento no conselho, e que nem todos os atos foram de conhecimento da empresa

A empresa gestora da SAF apresentou petição ao Judiciário na sexta-feira, contestando a determinação da justiça do Rio de Janeiro que exigia comunicação prévia de todas as vendas de ativos. Na peça, a SAF sustenta que o associativo detém posição minoritária no capital, e que o clube social continua com um assento no conselho de administração.

Segundo a defesa da SAF, essa configuração acionária e a presença do associativo no conselho tornam insuficiente a interpretação de que todos os atos da empresa seriam de conhecimento imediato do clube social. A alegação foi apresentada como fundamento para reverter a decisão que havia sido vista como vitória parcial da ala associativa.

A medida judicial havia sido proferida na quinta-feira, quando o tribunal determinou que a gestão deveria comunicar vendas de ativos ao associativo, em decisão que ganhou repercussão após rumores sobre negociações envolvendo o presidente acionista, John Textor.

O que diz a petição e a posição do associativo

Na petição protocolada, a SAF reforça que o associado é o sócio minoritário, e que a obrigação de comunicação automática não se aplica nas circunstâncias descritas. A empresa pediu a reformulação da ordem judicial, alegando que nem todos os atos praticados pela SAF eram de ciência do clube-empresa, em especial operações comerciais destinadas a terceiros.

Do outro lado, o Botafogo Social, presidido por João Paulo Magalhães, buscava maior acesso às informações financeiras e aos cofres da gestão, motivado por incertezas sobre vendas e negociações de ativos do clube. A demanda do associativo ganhou força após rumores de que John Textor poderia negociar com o Derby County, clube que teria interesse do investidor.

Impactos e desdobramentos jurídicos e administrativos

A disputa levou também a movimentações internas, com convocações de diretores e ajustes de postura por parte da gestão da Eagle, braço que representa os interesses do investidor. A intenção explícita do Botafogo Social era garantir transparência e participação mais efetiva em decisões que afetem o patrimônio do clube.

Com a petição, a SAF busca reverter a obrigação de informar todas as alienações, mantendo, segundo a sua versão, a autonomia para conduzir negociações comerciais, desde que observadas as cláusulas societárias. A questão seguirá com encaminhamentos judiciais, e pode influenciar o calendário e o planejamento de vendas de atletas e outros ativos.

As partes ainda não divulgaram acordos públicos sobre a controvérsia, e os próximos passos dependem da análise do tribunal sobre os argumentos apresentados na petição e sobre eventuais decisões interlocutórias que possam modular a obrigação de comunicação definida anteriormente.

chamanozapdesk

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