Mercado de trabalho tem recorde de carteira assinada e queda na desocupação
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre móvel encerrado em outubro de 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) divulgada nesta sexta-feira (28) pelo IBGE. O resultado veio abaixo das expectativas do mercado, que projetavam 5,5%, e representa o menor nível da série histórica iniciada em 2012.
Comparações
- Frente ao trimestre anterior: recuo de 0,2 ponto percentual (de 5,6% para 5,4%).
- Frente ao mesmo período de 2024: queda de 0,7 ponto percentual (de 6,2% para 5,4%).
População desocupada
- Total: 5,9 milhões de pessoas, menor contingente da série histórica.
- Queda de 3,4% no trimestre (menos 207 mil pessoas).
- Redução de 11,8% em relação ao ano anterior (menos 788 mil pessoas).
“Essa taxa é a menor já registrada pela pesquisa em trimestres móveis encerrados em outubro. A população desocupada permanece abaixo dos patamares observados anteriormente”, destacou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.
Principais destaques da pesquisa
- Desemprego: caiu de 5,6% (setembro) para 5,4% em outubro. Em outubro de 2024, era 6,2%.
- Desocupados: 5,91 milhões de pessoas, menor contingente da série histórica, com queda de 11,8% em relação ao mesmo período de 2024.
- Carteira assinada: número recorde de 39,182 milhões de trabalhadores com vínculo formal.
- Rendimento médio: atingiu R$ 3.528, o maior valor já registrado pelo IBGE.
Contexto histórico
A maior taxa de desemprego já registrada foi de 14,9%, nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante a pandemia de covid-19.
Mercado de trabalho
A Pnad considera pessoas com 14 anos ou mais em todas as formas de ocupação: com ou sem carteira assinada, temporário ou por conta própria. Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa ter procurado emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa.
A coleta abrange 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
Dados do Caged
O levantamento foi divulgado um dia após o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, que acompanha apenas empregos formais.
- Outubro registrou saldo positivo de 85,1 mil vagas com carteira assinada.
- Em 12 meses, o saldo é de 1,35 milhão de postos formais.

