Mulher é condenada a 16 anos por morte de trans queimada em Campo Grande
A responsável pela morte da trans queimada Pâmela Mirella Ferreira, de 31 anos, teve a pena fixada em 16 anos de reclusão pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira 26 em Campo Grande.
A condenação prevê também o pagamento de R$ 10 mil por dano moral aos familiares da vítima, conforme determinação constante da decisão proferida pelo colegiado.
O juiz Aluízio Pereira dos Santos, presidente do Tribunal do Júri, explicou as qualificadoras reconhecidas pelos jurados. “O motivo e as circunstâncias do crime (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima) foram reconhecidos pelos Jurados como qualificadoras. Assim, o motivo serve para qualificar o delito e as outras serão apreciadas como circunstâncias judiciais”
O crime ocorreu na madrugada de 19 de janeiro no bairro Vila Carvalho. Após um desentendimento em uma boate, a ré identificada como Yara Gabriela e outra mulher saíram do local, compraram um galão de gasolina e seguiram até a residência onde morava a vítima.
Ao não serem atendidas na casa, despejaram o combustível na fachada e arremessaram o galão, incendiando o imóvel. Pâmela permanecia no interior e foi atingida pelas chamas, sofrendo cerca de 90% de queimaduras. Ela foi socorrida e levada à Santa Casa de Campo Grande, onde morreu em decorrência das lesões.
Segundo informações do processo, após provocar o incêndio as acusadas deixaram o local também por meio de um aplicativo de transporte, sem prestar socorro à vítima. Na fase inicial das investigações duas mulheres trans chegaram a ser presas, e uma delas, Bárbara Roosen Gonzalez, que estava detida desde o episódio, foi absolvida pelo Conselho de Justiça.
Yara Gabriela foi considerada culpada pelo crime de homicídio qualificado, com as qualificadoras apontadas pelo Tribunal do Júri, e teve a pena aplicada conforme a sentença do julgamento desta quarta-feira.
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