Cesta básica em Campo Grande cai 0,43% em outubro e itens ficam mais baratos

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Cesta básica em Campo Grande registra recuo e custo médio chega a R$ 777,28

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita pelo DIEESE em parceria com a Conab, apontou queda de 0,43% no custo da cesta básica de Campo Grande em outubro, na comparação com setembro. O valor médio calculado para o mês foi de R$ 777,28, mantendo a capital como a sexta mais cara entre as pesquisadas, atrás de São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Cuiabá.

O alívio no preço da cesta não eliminou a pressão sobre o orçamento. Um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.518,00 precisou trabalhar 112 horas e 39 minutos para comprar a cesta em outubro de 2025, queda em relação às 113 horas e 8 minutos necessárias em setembro. Considerando o desconto de 7,5% para a Previdência Social, a compra consumiu, em média, 55,36% da renda líquida no mês, ante 55,90% em setembro e 57,70% em outubro de 2024.

Produtos que subiram e que recuaram em outubro

Entre os alimentos que subiram de preço no mês, destacaram-se a batata, com alta de 11,53%, e o tomate, que subiu 4,06%. Também ficaram mais caros o óleo de soja (+2,63%), a farinha de trigo (+1,15%) e a carne bovina de primeira (+0,15%).

Por outro lado, oito itens apresentaram redução no período, entre eles o arroz agulhinha, com queda de 4,99%, e a banana, que caiu 4,11%. Também registraram recuo o açúcar cristal (-2,86%), a manteiga (-2,73%), o leite integral (-2,59%), o café em pó (-2,03%), o pão francês (-0,50%) e o feijão carioca (-0,30%).

Variações em 12 meses e no acumulado de 2025

No acumulado dos últimos 12 meses, alguns itens tiveram altas expressivas, com o café em pó disparando 58,87% e o tomate subindo 32,34%. Também registraram aumento o óleo de soja (+26,08%), a carne bovina de primeira (+16,21%), a farinha de trigo (+10,39%) e o pão francês (+7,38%).

No mesmo recorte anual, houve quedas acentuadas em outros produtos, como a batata (-45,76%) e o arroz agulhinha (-33,28%), além da banana (-18,32%), do feijão carioca (-12,24%), da manteiga (-6,82%), do açúcar cristal (-3,87%) e do leite integral (-3,07%).

No acumulado entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, a lista de altas inclui o café em pó (+44,82%) e o tomate (+40,13%), enquanto o leite integral permaneceu estável (0,00%). Entre os recuos desse período estão o arroz agulhinha (-35,54%) e a batata (-29,80%), além do açúcar cristal (-9,69%), do feijão carioca (-8,67%), da manteiga (-6,06%), da banana (-3,47%) e da carne bovina de primeira (-0,20%).

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