Mato Grosso do Sul alcançou a 3ª menor taxa de pobreza do Brasil, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, divulgado na última quarta-feira (27) pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em Brasília. O levantamento considera 100 indicadores em 10 pilares estratégicos que avaliam a gestão pública e o desenvolvimento socioeconômico.
De acordo com o estudo, apenas três estados possuem menos de 2% da população vivendo com renda mensal per capita inferior a R$ 218 (linha de pobreza estabelecida pelo governo federal): Santa Catarina (1,65%), Rio Grande do Sul (1,74%) e Mato Grosso do Sul (1,79%).
Políticas de inclusão e segurança alimentar
O resultado é reflexo de políticas sociais estruturantes, como o programa Mais Social, que atualmente atende mais de 38 mil famílias com repasse mensal de R$ 450 para compra de alimentos, produtos de higiene, limpeza e gás de cozinha. O benefício também está vinculado a ações de qualificação profissional, em parceria com a Funtrab (Fundação do Trabalho de MS), ampliando as oportunidades de geração de renda.
A busca ativa realizada pela Secretaria de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead) já incorporou mais de 4 mil novas famílias ao programa. A meta é tornar Mato Grosso do Sul o primeiro estado do País a erradicar a extrema pobreza.
Outra iniciativa é o MS Supera, que concede um salário mínimo a estudantes de baixa renda matriculados em cursos técnicos ou universitários, alcançando 1.856 beneficiários em instituições públicas e privadas.
Histórias de transformação

Em Ponta Porã, o beneficiário Alex Divino da Cruz, inscrito no Mais Social, encontrou na qualificação um caminho para empreender. Único homem em uma turma de 20 alunos do curso Bolo de Pote, oferecido pelo programa MS Qualifica, ele sonha em montar seu próprio negócio.
Na aldeia Água Funda, em Campo Grande, a indígena Ana Farias Jose relatou a importância do benefício para sua família:
“Esse cartão vem num momento bom porque a gente precisa bastante. Só quem mora em barraco sabe o quão difícil é ficar sem alimento”, disse.
Destaque no pilar Capital Humano


O levantamento também mostrou avanço expressivo do Estado no pilar Capital Humano, que analisa nível educacional, inserção no mercado de trabalho e impactos sobre a produtividade. Mato Grosso do Sul saltou 15 posições, passando da 17ª para a 2ª colocação nacional, atrás apenas de Santa Catarina.
Entre os destaques:
- 1º lugar em menor número de pessoas desocupadas de longo prazo (2 anos ou mais);
- 6ª posição em população economicamente ativa com ensino superior;
- 9ª posição em qualificação dos trabalhadores, duas acima do levantamento anterior.
Com resultados sustentados por políticas de inclusão e investimento em formação, Mato Grosso do Sul fortalece sua posição entre os estados mais competitivos do Brasil.