Mato Grosso do Sul chegou ao 24º caso de feminicídio registrado em 2025 com a morte de Érica Regina Moreira Motta, de 46 anos, na noite de quarta-feira (27), em Bataguassu.
Testemunhas relataram que uma discussão entre o casal teve início no fim da tarde e se estendeu até o início da noite, quando vizinhos decidiram acionar a Polícia Militar. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o portão da residência trancado com cadeados, que precisaram ser arrombados para a equipe ter acesso ao imóvel.
Érica foi localizada no sofá da sala, com ferimentos provocados por pelo menos cinco golpes de faca no pescoço e no rosto.
O autor, identificado como Vagner Aurélio Fernandes dos Santos, 59 anos, foi capturado pouco depois no terminal rodoviário da cidade, ainda com as roupas sujas de sangue e um ferimento na cabeça. Ele confessou o crime à Polícia Civil e admitiu ter tentado matar outras duas mulheres no passado. A faca utilizada foi encontrada na calçada, em frente à residência.
Segundo a polícia, Vagner já tinha passagens, sobretudo por infrações de trânsito. Ele foi autuado por feminicídio e cárcere privado, com prisão preventiva decretada. Peritos realizaram os levantamentos no local, e o corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

Após a prisão o autor atribuiu a morte da companheira a uma “legítima defesa” em que ele afirmou ter “apenas se defendido” de supostas agressões.
Durante o depoimento, Vagner ainda relatou uma possível terceira pessoa envolvida na cena do crime. “Ele contou que a vítima, juntamente com uma terceira pessoa, teriam entrado na casa e tentado agredi-lo, e que apenas se defendeu”, afirmou o delegado Lúcio Marinho.
No entanto a versão contradiz com os relatos de que Erica, estaria sendo mantida em cárcere privado dentro da casa, há pelo menos dois dias.
Apesar das alegações do autor, a Polícia Civil manteve o indiciamento por feminicídio e as investigações prosseguem. O autor foi detido e permanece a disposição da justiça.