A Corte de Apelação de Roma decidiu manter detida a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) enquanto tramita o pedido de extradição apresentado pelo Brasil. Para os magistrados, há “grau máximo” de perigo de fuga, considerando que a parlamentar deixou o país logo após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e entrou na Itália no dia seguinte à ordem de prisão.
O colegiado avaliou laudos médicos apresentados pela defesa e concluiu que a unidade prisional onde Zambelli está oferece condições adequadas de tratamento, com acompanhamento constante e administração correta das terapias prescritas. Assim, descartou a alegação de que problemas de saúde justificariam sua soltura.
O pedido de extradição foi formalizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após duas condenações: uma a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outra a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, em episódio ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

A defesa, que solicitava a liberdade provisória ou prisão domiciliar, argumenta que Zambelli não possui passaporte válido nem recursos financeiros para deixar a Itália, já que suas contas e as do marido estão bloqueadas. Os advogados afirmam que recorrerão à Corte de Cassação para tentar reverter a decisão.