Moradores do bairro Guanabara em Corumbá, se mobilizaram neste sábado para exigir esclarecimentos sobre um terreno de aproximadamente 20 mil metros quadrados. O grupo quer informações do poder público sobre a titularidade da área, que, segundo relatos, foi adquirida por uma mulher de nacionalidade boliviana há cerca de um ano por R$ 100 mil.
A manifestação foi organizada pela Associação de Moradores dos Bairros Guanabara e Primavera, que questiona a legalidade da transação e a regularidade da documentação. Representante do movimento, identificado como Flávio expressou dúvidas sobre a aquisição da área por uma estrangeira.
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“Queremos respostas concretas. Precisamos saber se essa pessoa realmente é a proprietária e se os tributos estão regularizados”, declarou.
Os participantes também destacaram a necessidade de mais moradias na região e sugeriram que o terreno seja destinado à habitação popular. “Muitas famílias precisam de um lar, e esse espaço poderia ser aproveitado para isso. Inclusive, já temos até um nome para o local: ‘Vale Verde’”, afirmou uma manifestante.
A cobrança se deve ao fato do município sofrer com o alto défciti habitacional e a morosidade do poder público em solucionar os problemas e o crescimento de favelas no município.
“Enquanto famílias inteiras não tem onde morar, observamos a falta de ação do poder público em relação a áreas que serviriam para construção de casas, serem, na verdade, utilizada como moeda de troca e permanecem sem nenhuma finalidade, sendo comercializadas às escuras e sem transparência”, afirmou um dos líderes do movimento.

Em nota, a prefeitura de Corumbá reconheceu a falta de investimentos em habitação nos últimos anos, mas reafirmou que vem trabalhando na reestruturação do setor habitacional e segue em busca de investimentos para construção de moradias populares.
Ainda conforme o município, em relação à comercialização da área, “o mercado imobiliário privado é livre para realizar negociações de seus imóveis, desde que siga as leis vigentes no país”.