Maior índice de incêndios das últimas duas décadas deixa o Pantanal sob manto de fumaça

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  • Post publicado:17 de junho de 2024

Corumbá (MS)- O Pantanal, bioma conhecido por sua rica biodiversidade, se encontra sob o manto de fumaça densa. Os diversos incêndios florestais, que se alastram por regiões, como o Paraguai-Mirim, Corumbá e Ladário, colocam em risco a fauna, flora e a própria população local.

Sobrevoos realizados pela equipe do IHP, em conjunto com a Brigada Alto Pantanal e o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS), visam auxiliar no combate às chamas e avaliar a necessidade de resgate de animais silvestres.

Segundo informações do sistema Pantanal em Alerta, do CBMMS e MPE-MS, mais de 750 focos de calor estavam ativos neste domingo, 16 de junho.

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Junho de Fogo: 2024 marca recorde de incêndios

A temporada de incêndios no Pantanal de Mato Grosso do Sul começou antes do esperado este ano, e junho de 2024 já se configura como o pior mês das últimas duas décadas. Segundo dados do Programa BDQueimadas, do Inpe, entre os meses de janeiro e junho de 2024, os focos de incêndio aumentaram, 974% em comparação com o mesmo período do ano passado, com um total de 1.154 focos registrados até o dia 16.

O recorde anterior, de 2005, era de 435 focos. A média histórica para o mês é de 154.

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Em 2020, quando o Pantanal viveu um dos seus piores momentos, com mais de 8 mil focos de incêndio em setembro, as chamas ganharam força a partir de julho. Já em 2024, os dados do Lasa (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais) da UFRJ indicam que o acumulado de áreas queimadas entre janeiro e maio já supera em 39% o registrado no mesmo período de 2020, com 332 mil hectares devastados contra 239 mil no ano recorde.

Sala de situação

Na última sexta-feira (14), o Governo Federal criou uma sala de situação para ações de prevenção e controle dos incêndios. O grupo, que se reúne pela primeira vez nesta terça-feira, deve definir medidas como a ampliação de recursos e a simplificação do processo de contratação de brigadistas, equipamentos e aeronaves.

Embora o período de seca no Pantanal seja comum no segundo semestre, o bioma já enfrenta um aumento expressivo de focos de incêndio. Em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, os governos, federal, de Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso firmaram um pacto para combater as queimadas.

A parceria prevê a suspensão das autorizações de queima até o fim do período seco e durante ondas de calor, além da disponibilização de recursos e da definição de áreas prioritárias para ações de prevenção e combate.

Com informações, Instituto Homem PantaneiroBrigada Alto PantanalSOS Pantanal