Vacinação infantil contra covid é baixa em MS e três bebês morreram no último mês

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  • Post publicado:8 de dezembro de 2023

A covid-19 continua fazendo vítimas entre as crianças em Mato Grosso do Sul. Em um mês, três bebês morreram devido à doença no Estado, segundo dados da SES (Secretaria de Saúde do Estado). A vacinação infantil contra covid, porém, está em ritmo lento. Apenas 62,9% das crianças de seis meses a quatro anos receberam a primeira dose, 32,4% a segunda dose e 4,3% a dose de reforço.

O caso mais recente de morte infantil por covid foi de um bebê de 11 meses do sexo masculino, morador de Iguatemi, a 412 quilômetros da Capital. Ele faleceu no dia 22 do último mês, mas a notificação só saiu nesta quarta-feira (7). O bebê não tinha comorbidades relatadas.

As outras duas mortes foram de um bebê de nove meses, que tinha síndrome de Down e doença cardiovascular crônica, e de uma criança de um ano, sem comorbidades relatadas. Eles eram de Itaquiraí e Japorã, a 405 e 467 quilômetros da Capital, respectivamente.

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A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, alerta para a importância da vacinação infantil contra covid. Ela recomenda que as três doses sejam aplicadas nesta faixa etária de seis meses a quatro anos, como esquema primário. Ela também orienta os pais a levarem os filhos aos postos de saúde para completar o calendário vacinal.

Calendário oficial

O Ministério da Saúde anunciou, em outubro, que a vacina da covid-19 pediátrica vai integrar o calendário nacional de vacinação em 2024, além da vacinação da população que representa alto risco de contaminação. A pasta adiantou que o planejamento está em andamento para a aquisição de vacinas para o calendário do próximo ano. O novo contrato prevê o fornecimento das versões mais atualizadas dos imunizantes aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

doses aplicadas

Variantes

Desde novembro, a variante JN.1 circula em Mato Grosso do Sul. A sub linhagem também foi identificada nos estados de São Paulo e Ceará. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a nova variante corresponde a 8,9% das detecções no mundo no momento.

A sub linhagem JN.1, da variante BA.2.86, é uma ramificação da ômicron que carrega mais de 35 mutações do vírus .