Pastor tem post removido do Twitter após atacar vacinação infantil

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O Twitter removeu na noite dessa segunda-feira (10/1) um post do pastor Silas Malafaia que classificava como “infanticídio” a vacinação de crianças contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

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“Vacinar crianças é um verdadeiro infanticídio. Os números provam que não há necessidade de fazer isso”, dizia a publicação de Malafaia. Como reação, grandes perfis e internautas anti-Bolsonaro lançaram a hashtag #DerrubaMalafaia, pressionando a plataforma pela remoção imediata da publicação.

Outros 10 posts do pastor evangélico também foram removidos pelo Twitter, por violação às políticas da plataforma. Nos últimos dias, o Twitter vem sendo cobrado por ser conivente com usuários que propagam fake News.

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Malafaia acompanha posição do presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem se manifestado contra a vacinação infantil. Bolsonaro chegou a defender a exigência de prescrição médica para a aplicação do imunizante em crianças, mas o Ministério da Saúde não exigiu o documento.

Nos últimos dias, o chefe do Executivo federal tem atacado a vacina e levantado suspeitas — infundadas — sobre a eficácia e a segurança do imunizante infantil. Entidades médicas têm repudiado a atitude do presidente.

Vacinação infantil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em 16 de dezembro, a aplicação da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. Contudo, somente em 5 de janeiro o governo apresentou um calendário para a campanha.

Segundo a equipe técnica da agência, as informações avaliadas indicam que a vacina é segura e eficaz para o público infantil, conforme solicitado pela Pfizer e autorizado pela Anvisa.

O Ministério da Saúde apresentou, na última segunda-feira, o cronograma de recebimento de doses infantis contra a Covid-19. A campanha para crianças entre 5 e 11 anos está prevista para começar na segunda quinzena de janeiro.

Segundo previsão do ministério, em janeiro, o país receberá 4,3 milhões de doses; em fevereiro, outras 7,2 milhões. Por fim, em março, será entregue o maior volume: 8,4 milhões.

Ao todo, de acordo com o planejamento do Ministério da Saúde, foram encomendadas mais de 20 milhões de vacinas pediátricas da Pfizer para esta etapa da imunização.

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