Ocupação de leitos em UTI tem estabilidade abaixo dos 50% em MS

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Mato Grosso do Sul conquistou uma melhora nos indicativos da pandemia no último mês: conseguiu sair da situação de alerta para leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e estabilizou na ocupação de leitos para pacientes com coronavírus em estado grave. Desde domingo (15), o Estado tem se mantido com pouco menos da metade dos leitos de UTI Covid ocupados. Na manhã desta quarta (18), a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva para pacientes com coronavírus é de 49,9%. 

Os dados são levantados no painel Mais Saúde da SES (Secretaria de Estado de Saúde). Conforme levantamento, MS possui 513 leitos UTI adulto para pacientes com SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e Covid, sendo que há 256 pacientes em estado grave internados em hospitais no Estado. Sendo assim, restam 260 vagas no sistema de saúde. 

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Em relação aos municípios, a taxa de ocupação de leitos para pacientes com coronavírus em Campo Grande é de 57,89%, ou seja, há 112 leitos de UTI Covid vagos. Em Dourados, a taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes com coronavírus é de 43,86%, enquanto em Três Lagoas é de 32,50% e Corumbá tem o menor índice, com 15% dos leitos ocupados. Os quatro municípios são sedes de macrorregiões de saúde e recebem pacientes de outras cidades.

A situação do Estado é bem diferente do registrado há dois meses. O recorde de internações foi registrado no dia 8 de junho em MS, com 1.339 pessoas internadas com covid, sendo que 565 delas estavam em estado grave em UTIs. O painel ‘Mais Saúde’ mostrava uma taxa de ocupação de 105%, com 31 pacientes atendidos além da capacidade e pessoas encaminhadas para internações em Rondônia e São Paulo.

Com menos pacientes em estado grave, leitos serão desabilitados? 

Com a queda nos indicativos na pandemia em Mato Grosso do Sul e menos pacientes necessitando de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), a tendência costuma ser de desabilitar os leitos que não são utilizados. O secretário Geraldo Resende comentou que pretende manter leitos em municípios com os chamados ‘vazios assistenciais’. 

“Há um entendimento dos secretários, estamos cobrando do Ministério uma definição sobre número de leitos que haveremos de preservar em todo o país. É preciso fazer o financiamento, estamos pedindo 40 milhões [em todo o Brasil]”, disse Resende. 

O secretário reforçou que o Estado não pode retroceder na assistência aos municípios durante a pandemia. “Há regiões que não tinham acesso a leitos e não podemos retroceder. Na região sudoeste, em Jardim, por exemplo, precisamos preencher estes vazios assistenciais que herdamos do passado e possamos fazer com que possa permanecer [com leitos de UTI]. Se não fosse esse quantitativo de leitos que abrimos no interior, certamente cidades como Campo Grande e Dourados teriam sucumbido há muito tempo no enfrentamento da covid”, disse na terça (17).