Sem controle, Bolívia exporta pacientes para Corumbá e preocupa população em tempos de pandemia

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Ambulância boliviana deixa paciente na emergência da Santa Casa de Corumbá nesta Sexta-feira (27)
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Corumbá (MS)- Responsáveis por cerca de 30% do total de atendimentos na rede pública de saúde em Corumbá, o frequente envio de pacientes de nacionalidade boliviana para o único hospital público da região, preocupa população em tempos de pandemia.

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O assunto que constantemente invade as redes sociais, mais uma vez veio à tona nesta sexta-feira (27), após publicação mostrar a chegada de mais uma ambulância do país vizinho na Emergência da Santa Casa.

O internauta demonstrou na postagem a preocupação pelo envio indiscriminado de doentes para cidade devido a incapacidade de atender a sua população por parte do governo boliviano. No entanto, o ato considerado humanitário, abre um perigoso precedente que pode inclusive colocar em risco a vida da população corumbaense e ladarense que arcam com os custos do já convalido e sobrecarregado Sistema Único de Saúde na cidade.

O município já afirmou que possui apenas 10 leitos de UTI’s disponíveis para atendimento no CTI de Corumbá. Com o iminente risco de contaminação devido a pandemia mundial com o novo coronavírus que no Brasil já contaminou mais de 3.500 pessoas resultando em 94 mortes, a preocupação com a sobrecarga na Santa Casa e no setor de emergência é inevitável, uma vez que o único hospital da região é responsável pelo atendimento dos munícipes de Corumbá, Ladário e acaba absorvendo os casos de maior gravidade que ocorrem na província de German Busch na Bolívia que não participam com nenhuma contrapartida pelo atendimento médico recebido.

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“Até quando a Bolívia vai ver Corumbá como um depósito de pacientes? É preciso que as autoridades se posicionem e imponham um limite, nós brasileiros que pagamos essa conta e teríamos em tese o direito a um atendimento digno não recebemos da forma como deveria ser, vamos ter também que arcar com o custo de atendimento dos estrangeiros?”, questiona a internauta.

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Ambulância Boliviana na entrada da emergência de Corumbá

Um dos médicos consultados pela reportagem, relatou que a maioria dos atendimentos se desenvolvem com procedimentos considerados de alto custo. “A grande maioria chega na unidade já em estado grave e demandam procedimentos caros, com a disponibilização de medicamentos de última geração e procedimentos de alta complexibilidade, além de uma recuperação longa dentro da unidade”, afirmou.

Nem mesmo o fechamento da fronteira reduziu o fluxo de ambulâncias que seguem para cidade de Corumbá diariamente. Já a entrada de brasileiros na Bolívia, segue sendo impedida por militares armados com ordem de colocar em quarentena, todos os seus compatriotas que chegarem do Brasil.

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