Usando o bom-humor Caprichosos traz em seu desfile um “grito” de acorda Brasil

O bom-humor foi a base para levar a mensagem e contar o enredo da Caprichosos de Corumbá, responsável em encerrar o primeiro dia de desfile das escolas de samba, já na madrugada de segunda-feira, 12 de fevereiro, debaico de uma pequena garoa. A passagem da escola pela Avenida General Rondon, teve mais que coreografias, danças e cores, foi um “grito” de “acorda” Brasil, uma terra que desde a chegada da corte portuguesa, padece nas mãos de seus “governantes” que ironicamente fazem desta terra um país desgovernado.

A comissão de frente veio contar a chegada da corte portuguesa ao Brasil com 12 componentes, uma delas representando “Maria Louca” a primeira mulher a ocupar o trono Português, que junto a sua insanidade, veio comandar o Brasil.

O luxo, ostentação e o poder da corte portuguesa se refletem no primeiro casal de Mestre Sala e Porta Bandeira, Rei e Rainha. A inocência dos primeiros habitantes dessa terra, os índios brasileiros, estiveram presentes na Ala Coreografada, mostrando a ganância portuguesa em comprar a pureza desse povo.

Terra a Vista”, foi o primeiro Carro Alegórico a desfilar e mostrar um Brasil cheio de riquezas e recursos naturais a fauna e floram que tanto chamaram a atenção dos descobridores, foi alvo da exploração desenfreada. A Caprichosos levou 16 alas, contando a forma como o país vem sendo visto pelos gananciosos como uma fonte de riqueza inesgotável, a corrida pelo ouro, a vergonha da escravidão e a luxuria dos “poderosos”, foram representadas na passagem da agremiação.

A independência de Portugal não acabou com a exploração da terra e do povo e em uma sucessão de gananciosos no poder, a Caprichosos perguntou na avenida; “Que Corrupção é essa?” A 13ª ala, representou a recente avalanche de corrupções em ações desenfreadas encabeçadas por políticos, e o início da reação com os “poderosos”, na prisão.

Os políticos ganharam espaço ainda na ultima ala da escola “Os diabinhos Inferno da Corrupção” mostrando que o inferno do Brasil é a Política onde o diabo veste Terno e Gravata.

A animação da escola arrancou aplausos do público. O mestre de bateria, Roberson, deficiente visual, foi um dos responsáveis em levantar os foliões na passagem da Caprichosos. A madrinha de bateria Geovana Bastos, além da beleza, mostrou o porque está a frente da bateria, com muito samba no pé.

A Caprichosos encerrou seu desfile com o carro alegórico “Debochar e Libertar” o momento que os brasileiros vivem em um lugar onde a mala preta é mais importante do que a cultura a educação e a saúde do povo.

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