Programa de atendimento médico domiciliar, leva conforto e qualidade de vida a pacientes de Corumbá

Corumbá (MS)- Idealizado pelo Ministério da Saúde e aderido pela Prefeitura de Corumbá desde 2014, o programa “Melhor em Casa”, tem se destacado na cidade pela promoção da qualidade de vida e maior conforto levado a pacientes que apresentam dificuldades temporárias ou definitivas de sair do espaço da casa para chegar até uma unidade de saúde. O objetivo é proporcionar a essas pessoas um cuidado em saúde mais próximo da rotina da família, evitando hospitalizações desnecessárias e diminuindo riscos de infecções.

O Melhor em Casa conta prioritariamente com médico, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeuta e assistente social, mas outros profissionais podem fazer parte da equipe como dentista, psicólogo, terapeuta ocupacional, farmacêutico e nutricionista. A seleção dos pacientes é feita pela coordenação, após o encaminhamento ser solicitado pelas Unidades Básicas de Saúde nos bairros e serviços de atendimento médico do SUS.

Equipe Multidisciplinar realiza acompanhamento médico na casa dos pacientes / Fotos: Clóvis Neto

Conforme explicou o Dr. Riad Ali Hamie, médico do Melhor em Casa, nem todos os casos que chegam para serem avaliados são característicos do programa e, por isso, algumas pessoas são assistidas em casa pelas equipes das UBS, já que não necessitam do acompanhamento diário ou quase diário dos profissionais. “Nós somos um suporte para as unidades. Somos uma equipe que vai atender os pacientes com maior frequência, enquanto a Unidade Básica vai uma vez por semana”, esclareceu Dr. Riad.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Dr. Rogério Leite, o programa tem efeitos diretos tanto na saúde do paciente quanto na gestão pública em saúde. “Quando um paciente com o perfil do programa sai do leito hospitalar para receber os devidos cuidados em casa, não ganha apenas ele e os familiares, mas outras pessoas que precisam de uma atenção médica mais constante no hospital e conseguem vaga para o tratamento. A pretensão da nossa gestão é cada vez mais apoiar o programa e atender, na medida do possível, às necessidades da equipe multidisciplinar”, garantiu o secretário

Economia

Além dos benefícios aos pacientes, o programa gera uma notória economia para gestão de saúde pública, que pode realocar os recursos que seriam utilizados na manutenção do paciente hospitalizado.

De acordo com o médico do programa, um paciente sem estar na UTI custa em média R$ 500,00 (quinhentos reais) por dia internado no hospital. Recebendo tratamento em casa, gastos com água, energia elétrica e alimentação, além da estrutura para acomodação. “É um ganho para a gestão e para o paciente. Com isso, os recursos que vêm, podem manter a equipe. Essa é uma tendência mundial porque o paciente sendo atendido em casa é mais econômico para a gestão”, disse Dr. Riad.

*Com informações ASCOM PMC

 

 

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