O adeus da professora Malu Urt

Com os netos Alex e Glória em Campo Grande

Conversei longamente, por telefone, com minha tia e primeira professora, Lila Urt, na fria e tristonha noite desta quinta-feira. Ela em Campo Grande, eu em Ladário. Algumas horas atrás acabava de falecer minha prima Maria Luiza Urt, a Malu, aos 67 anos, ex-aluna do Colégio Imaculada Conceição, ex-professora do Colégio São Miguel e escolas de Corumbá.

E passamos algum tempo recordando as principais virtudes dessa guerreira que nos deixa ainda cedo, como seus outros irmãos, a inesquecível Helô Urt, ex-diretora presidente da Fundação de Cultura de Corumbá, e Zezinho, o mais velho dos irmãos, um exemplar Fuzileiro Naval. Ladarense, filha de Edith, da família Costa, e de Demétrio, da família Urt, que aportou na cidade há 101 anos, proveniente de Jerusalém, da originária e legítima Palestina.

Na Ladário dos anos 60, costumávamos nos reunir na sala da casa de nossos avós, Maria e Jamil, para ouvirmos Malu, tão bela quanta talentosa, tocar piano ou acordeón. Malu também compôs o fabuloso time de vôlei de Ladário, que tinha a liderança de nossa tia, Myrtes, e outros destaques como Margareth, Leonice, Cicinha, Biga, e disputou os Jogos Noroestinos. Recordo-me da última vez que Malu veio a Corumbá: na platéia na praça Generoso Ponce, com o brilho nos olhos, orgulhosa como todas as vovós, via os netos Glória e Alex se apresentarem no palco Moinho in Concert, o show anual de dança e música do Moinho Cultural.

São momentos gravados em nossas mentes e corações dessa notável ladarense que agora nos deixa para brilhar entre as estrelas. Em homenagem à você, querida Malu, professora de todos nós, reescrevo um pensamento do filósofo indiano Dipak Chopra: “Somos todos viajantes de uma jornada cósmica – poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. Nós paramos um instante para encontrar o outro, para nos conhecermos, para amar e compartilhar. É um momento precioso, mas transitório. Trata-se de um pequeno parêntese na eternidade. A vida é eterna”. 

Blog Nelson Urt – Nave Pantanal

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