Em protesto contra prejuízos causados pela demora na liberação aduaneira, empresas fecham acesso à Agesa

Corumbá (MS)- Representantes de diversas empresas de transporte de cargas de Corumbá, se reuniram em manifestação na manhã desta segunda-feira (16), em frente a Agesa. De acordo com informações do presidente da Setlog Pantanal, Lourival Vieira Costa Júnior, o ato é uma forma de pedir providências urgentes, quanto a demora relativa aos trâmites de fiscalização junto à Receita Federal que vem gerando transtornos as mais de 30 empresas instaladas na região e principalmente prejuízos estimados em mais de R$ 3 milhões de reais somente nos três primeiros meses de 2018.

Empresas reclamam dos prejuízos causados pela demora na liberação das cargas / Fotos: Erik Silva

“De uma forma simplificada e que a população possa entender os motivos da nossa manifestação, em geral a fiscalização no porto seco de Corumbá é feita de maneira aleatória nas linhas denominadas verde, laranja e vermelha. Normalmente esses trâmites que eram realizados em dois dias, atualmente chegam a demorar até uma semana, o que acarreta prejuízos para o setor e quem acaba arcando com essa conta somos nós, as empresas”, contou ao Folha MS.

A Operação Padrão realizada pelos servidores da Receita Federal, é em resposta ao que tratam como descumprimento por parte do Governo Federal em relação ao pagamento de bônus por produtividade e progressão de carreira firmado em 2016. Segundo o representante da SindReceita, Fábio Lemos Teixeira, ao contrário do que ocorre em outras regiões do país, os servidores da Receita Federal de Corumbá, optaram pela não paralisação dos serviços e realizam nesses meses o que chamam de Operação Padrão.

Representante da SindReceita, reforça que em Corumbá, servidores optaram pela não paralisação dos serviços e realizam operação padrão

“Pedimos a compreensão de todos, mas isso é um reflexo do descontentamento dos servidores da Receita Federal com a incompetência dos governantes, que descumprem o que foi firmado com a categoria e desvaloriza a cada dia o serviço dos servidores da Receita Federal. Hoje, falando aqui da nossa região, não trata apenas da fiscalização de serviços, mas atuamos ainda, fortemente na questão da segurança pública, com apreensão de drogas e armas”, ressaltou.

Efeito dominó

Ao Folha MS, Lourival enfatizou que a continuidade das perdas, pode acarretar um efeito negativo para toda região. “Hoje estamos arcando com o prejuízo por conta de toda essa demora, isso pode acarretar o fechamento de empresas, a demissão de funcionários e consequentemente, uma queda significativa na movimentação financeira para região e para o país. Empresas brasileiras com contratos na Bolívia, estão sendo penalizadas com pagamento de multa por conta de atrasos, serviços estão sendo suspensos, isso tudo é prejuízo”, contou.

O presidente da Setlog, informou que clientes que necessitam do serviço com certa urgência, estão desistindo de contratar o transporte. “Não temos como garantir o prazo para entrega, não temos como orçar um valor fixo do serviço porque a permanência dos caminhões no pátio, manter os motoristas esse tempo todo, tem um impacto enorme no custo final, e sem previsão para liberação não temos como precisar o valor”, concluiu.

Receita Federal

A Receita Federal de Corumbá, anunciou que não irá pronunciar sobre a mobilização sindical de Auditores e Analistas Tributários.

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