‘Ele reunia as crianças todo domingo’, diz mãe que denunciou pastor evangélico por estupro no Recife

Mães de crianças que frequentavam uma Igreja Pentecostal no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife, denunciaram à polícia que as filhas foram abusadas sexualmente pelo pastor evangélico que presidia a instituição religiosa. Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de ter estuprado ao menos sete crianças, todas menores de 12 anos. De acordo com uma dessas mães, o homem costumava convidar as crianças para a residência dele nos finais de semana.

“Ele tinha o costume de fazer comidas, todos os domingos, e reunir as crianças. Era nessas coisas que aconteciam os abusos com as crianças, né? Perguntei à minha menina e ela disse ‘só me lembro que ele me pegou por baixo, dentro da piscina, e alisava minhas partes’”, conta a mulher.

Depois que os moradores ficaram sabendo do caso, o pastor resolveu fechar a igreja, que teve a fachada pintada. A casa onde o pastor morava fica junto à igreja, mas também foi fechada e, aparentemente, não mora mais ninguém lá há cerca de um mês.

A enteada do pastor, que também não quis se identificar, disse que as duas filhas e as duas sobrinhas dela também foram abusadas sexualmente pelo homem. Segundo ela, os estupros eram constantes.

“A casa era conjugada e o quintal era amplo. Quando minhas filhas iam brincar no quintal, às vezes, minha mãe dizia assim ‘vá buscar água pra mim’ e elas entravam para buscar água. Ele botava elas dentro do quarto e cometia os abusos”, diz a enteada do pastor.

A Polícia Civil investiga o caso, mas informou que só vai se pronunciar quando o inquérito for concluído. O pastor não teve o nome divulgado e a reportagem não conseguiu contato com a Igreja Pentecostal para repercutir as denúncias contra o suspeito.

Entenda o caso

As denúncias foram feitas pelos familiares das vítimas no Departamento de Polícia da Criança e Adolescente (DPCA), da capital pernambucana. Segundo a polícia, todas as crianças vítimas do pastor evangélico participavam da mesma instituição religiosa que ele.

A investigação do caso está sob o comando da Polícia Civil, que solicitou exames para subsidiar as investigações e dar base ao inquérito policial.

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