Contando a história da Marinha no Pantanal Mocidade faz desfile empolgante

Comissão de frente simbolizou o Cisne Branco / Fotos: Arturo Ardaya
Comissão de frente simbolizou o Cisne Branco / Fotos: Arturo Ardaya

Corumbá (MS)- O segundo dia de desfile do carnaval Corumbaense já começa a movimentar a passarela do samba com a passagem da escola Mocidade Independente da Nova Corumbá que desponta na avenida e mostrou força para brigar pelo título trazendo em seu enredo a história da Marinha do Brasil no Pantanal.

A importância da Marinha do Brasil em especial o trabalho desenvolvido pelo 6º Distrito Naval dentro do território pantaneiro, foi o tema defendido pela Mocidade da Nova Corumbá no carnaval 2015. Transformando a passarela de samba em um imenso “mar de xaraés”, a escola contou e cantou, desde a chegada da Marinha em Corumbá logo após a retomada da região comandada pelo Marechal Antônio Maria Coelho, até a influência cultural exercida nos municípios de Corumbá e Ladário.

Para contar essa história 1.100 componentes passaram pela Avenida General Rondon nas 19 alas e cinco carros alegóricos. A comissão de frente, abriu o desfile representando o Cisne Branco conduziram o tripé figurado pelo Pórtico de Entrada do 6º Distrito Naval, sob a regência do coreógrafo Joilson Cruz encantou a torcida que se fez presente e o público em geral. Apesar da região ser banhada pela água doce do Rio Paraguai, as origens vindas dos mares e oceanos foi lembrada no carro abre alas.

A bateria e seus 130 componentes, apresentaram um show à parte e mostraram porque são considerados o “coração da agremiação” e representaram Dom João IV, Rei da Armada Portuguesa, com paradinhas e arranjos caminham a passos largos para nota 10. O destaque ficou para o terceiro carro alegórico representando “Uma epopeia no Pantanal; Tamandaré e sua Armada”, em formato de um barco relembrou a Batalha do Riachuelo e a fixação de forma definitiva da Marinha do Brasil no Pantanal.

A influência carioca sobre a cidade também foi abordada na figura do “Malandro Carioca Pantaneiro”, em referência a cultura dos militares vindos do Rio de Janeiro que atracavam na cidade difundindo os gostos e costumes da sua terra natal. O último carro da escola trouxe como destaque o comandante do 6º Distrito Naval em Ladário Edervaldo Teixeira.

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GRES Mocidade Independente da Nova Corumbá

Fundação: 22 de Junho de 1999
Presidente: Bosco Delgado
Cores: verde, branco e vermelho
Carnavalescos: Ricardo Vilalva
Enredo: “Lançou a âncora, fixou raízes – Marinha do Brasil, uma epopéia no Pantanal”
Samba-enredo: “Lançou a âncora, fixou raízes – Marinha do Brasil, uma epopéia no Pantanal”
Compositor: Reinaldo Bah, Alex Gordão, Tiago Morganti e Thiago Meiners
Intérprete: Braguinha
Número de componentes: 1100
Número de alas: 19
Número de carros alegóricos: 05, mais 01 tripé
Componentes da bateria: 130
Porta-bandeira: Grazi
Mestre-sala: Edelton
Rainha da bateria: Carol Castelo
Mestre de bateria: Diego

Samba-Enredo
Compositores: Reinaldo Bah, Alex Gordão, Thiago Morganti e Thiago Meiners
Intérprete: Braguinha da Mocidade
Vai, Mocidade, uma aventura encontrar
Pelos quatro cantos do planeta
É preciso navegar
Buscando riquezas, com força e destreza
O céu a nos guiar
Na pena de Camões, um oceano-mar de poesia
Se lança às águas, conduz valentia
Em Sagres ensina, traduz o saber
Nas Caravelas… a história vai acontecer
AO ANCORAR, ELA APORTOU
DEFENDE AS FRONTEIRAS DA JOVEM NAÇÃO
ERGUENDO A BANDEIRA, TRADUZ IDEAL
PROTEGE A FAMÍLIA REAL
O Brasil se agiganta
Proclama a mudança, é independente
Marinha de nobre pujança
A nossa pátria sempre defende
Combateu a dor da guerra
Que marcou a nossa terra
Fez o sonho prosseguir
Venceu com dignidade
O povo voltou a sorrir
Fincou raízes no Pantanal
E hoje brilha no meu carnaval
” QUAL CISNE BRANCO EM NOITE DE LUA”
DESLIZANDO NA AVENIDA… EU VOU
SOU MOCIDADE… A FORÇA DO POVO
A ZONA SUL CHEGOU

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