Reinaldo pede agilidade para implantação de indústria e licitação de ferrovia

Encontro aconteceu nesta quinta-feira / Foto: Divulgação
Encontro aconteceu nesta quinta-feira / Foto: Divulgação

O governador Reinaldo Azambuja tratou, nas diversas reuniões realizadas na quinta-feira (29) em Brasília, de assuntos relacionados ao desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e à segurança para a população do Estado.

Na audiência com o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, Reinaldo informou que Mato Grosso do Sul necessita, com urgência, do apoio para a consolidação de incentivos fiscais estaduais, que se encontra em discussão no Supremo Tribunal Federal.

Ele pediu a ampliação dos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que o Estado possa continuar trilhando o caminho de desenvolvimento efetivo e proporcionando melhores condições de vida à população.

O governador também requisitou agilidade nos processos licitatórios envolvendo a Ferrovia Norte-Sul, que liga Mato Grosso do Sul a São Paulo, e apoio a projetos de reestruturação e recuperação do setor sucroalcooleiro energético. “É uma demanda urgente e importante para o desenvolvimento regional”, explicou o chefe do Executivo estadual.

Já com o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Hermínio Basso, Reinaldo reivindicou agilidade na análise do projeto da Companhia Rio Pardense de Papel e Celulose (CRPQ) para contribuir para a expansão dos investimentos e adensamento da cadeia produtiva florestal.

Ele informou que a empresa foi contemplada com a aprovação de seu projeto no âmbito da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e que o processo encontra-se em análise na Caixa Econômica Federal.

“Ressalto que o referido projeto é de suma importância para o desenvolvimento deste Estado e da Região Centro-Oeste. Atualmente, a empresa já possui 30 mil hectares de eucaliptos plantados, que serão a sua base de produção”, disse.

O Governo do Estado já concedeu incentivos fiscais e liberou a licença ambiental para contribuir para a viabilidade e sucesso do projeto.

Segurança pública

Em relação a segurança pública, Reinaldo fez um panorama da situação atual em Mato Grosso do Sul ao ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, explicando a necessidade de maior investimento na área de fronteira.

Dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, 44 estão em área de fronteira. O Estado possui aproximadamente 1.500 quilômetros de fronteira seca com Paraguai e Bolívia.

A cada ano, as polícias vêm quebrando recordes de apreensão de drogas.  Enquanto em 2012 foram apreendidos 87,6 toneladas de entorpecentes, no ano passado foram R$ 221,9 toneladas. E somente em 2015 já foram apreendidos 24,2 toneladas.

O Gabinete de Gestão Integrada da Fronteira, ligado a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, possui quatro polos instalados, de maneira estratégica, em Corumbá, Ponta Porã, Naviraí e Jardim e, atualmente, eles necessitam de viaturas, mobiliários e equipamentos, meio para operacionalização e desenvolvimento das atuvidades realizadas. O DOF também tem necessidades urgentes.

Questão indígena

Reinaldo tratou também da situação envolvendo indígenas e produtores rurais por conta da demarcação de terras. Mato Grosso do Sul possui a 2ª maior população indígena do País, com 73.295 pessoas, segundo o IBGE, atrás apenas do Amazonas (108.080).

“Por ser um assunto de extrema relevância e que gera bastante discussão, é necessário que o Governo Federal informe sua posição sobre o tema”, explicou.

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