11 Km e as promessas

CleberEntre tantas obras e projetos que caem no esquecimento, a BR262, única estrada via terrestre que liga Corumbá e o resto do País, é outra que vive de promessas, desde a sua construção, em pedaços e trechos, lá pelos idos de 1970, considerando somente o asfalto.

Durante anos, quem saia de Corumbá, trafegava por terra até Miranda, além da travessia da balsa, ou embarcava nos vagões da NOB para descer em Campo Grande, livre da aventura de percorrer o Pantanal, com risco de ficar sem pneus e escapamentos.

Quatro décadas se passaram e a BR262 se transformou, certamente oferecendo uma aventura mais prazerosa, vez que o asfalto finalmente chegou a Corumbá, e a travessia pelo rio Paraguai já não é realizada pelas balsas, o que encurta o tempo de viagem.

As promessas residem em boatos e projetos, de que a rodovia seria contemplada com asfalto de primeira, sinalização moderna, tuneis para os animais e mirante para os turistas apreciarem a deslumbrante vista do Pantanal.

O que temos de concreto é uma estrada em boas condições, mas ainda carente de fiscalização, de sinalização adequada, e principalmente de conclusão de obra, parada desde 2012, quando a empreiteira Delta, por razões já conhecidas, abandonou a obra.

Entre Campo Grande e Miranda, uma rodovia com boa sinalização, asfalto de primeira, manutenção permanente, tanto na estrada, quanto no acostamento, e pardais aloprados mostrando que o perigo ronda o excesso de velocidade, isso, coisa recente, para proteger os animais e os próprios motoristas.

Depois de Miranda, a estrada já não é a mesma, até o mato é diferente, a falta de cuidado é visível e os buracos aparecem, embora exista manutenção, até após o posto da Policia Rodoviária. Dai pra frente, é mato cobrindo o acostamento, sinalização deficiente e os pardais, esses, alertas a multar os mais apressados.

Mas é a partir do buraco das piranhas que a coisa fica realmente sem rumo, porque além da falta de sinalização, o asfalto está em péssimas condições em pelo menos 11 quilômetros, tendo mais uns 27 que ainda precisam receber a ultima camada de asfalto.

Nesses 11 km, os buracos proliferam e não existe acostamento. Os motoristas se garantem rodando com seus veículos pelo meio da pista e o perigo aumenta quando das ultrapassagens, porque ninguém quer ceder espaço, por medo de voar pelo barranco.

Nesse trecho, acidentes acontecem e os buracos se transformam em crateras, e a noite aumenta o risco de acidentes. Recentemente um acidente fatal, ceifou mais uma vida.

Para a conclusão da obra, será necessário outro processo licitatório, mas as dificuldades aumentam, pela falta de interesse, ou de compromisso político, para que o DNIT faça uma licitação, ou mesmo agregue a um contrato já existente, a continuidade e conclusão do trecho, bem como, a permanente manutenção de toda a rodovia, desde Três Lagoas até Corumbá.

Enquanto esse compromisso de conclusão e manutenção da BR262 é relegado a segundo plano, quem viaja entre Corumbá e Campo Grande, é obrigado a dobrar a vigilância e reduzir a velocidade, afinal, é dever de todos os motoristas, independente de condição de estrada, observar o limite de velocidade, para que as viagens não sejam interrompidas, levando vidas pela irresponsabilidade.

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